Zumbido no ouvido: o que é, causas e como a fonoaudiologia pode ajudar

Você já sentiu um som nos ouvidos sem que houvesse nada ao redor produzindo ruído? Esse sintoma é conhecido como zumbido — uma percepção sonora sem fonte externa de estímulo. Ele pode ser percebido em um ou nos dois ouvidos, ou ainda na cabeça, como se o som viesse de dentro.

Embora muitas vezes pareça algo simples, o zumbido pode ser muito incômodo. Em alguns casos, chega a interferir no sono, na concentração, no humor e na qualidade de vida da pessoa. Em situações mais graves, pode ser incapacitante, exigindo atenção e acompanhamento especializado.

Principais causas do zumbido

O zumbido não é uma doença, mas um sintoma que pode estar relacionado a diferentes condições. A fonoaudiologia tem um papel importante na avaliação e no tratamento do zumbido, principalmente quando ele está associado à perda auditiva.

Confira as causas mais frequentes:

  • Perda auditiva: A mais comum das causas. Estima-se que até 90% das pessoas com zumbido também apresentam algum grau de perda auditiva. A relação entre os dois é tão próxima que, muitas vezes, tratar a perda melhora ou elimina o zumbido.
  • Doença de Menière: Afeta o ouvido interno, causando zumbido, vertigem e perda auditiva flutuante.
  • Exposição a ruídos altos: O contato frequente com sons muito altos pode danificar as células do ouvido interno, resultando em zumbido permanente.
  • Acúmulo de cera (cerume): Em excesso, a cera pode obstruir o canal auditivo e provocar sensação de zumbido.
  • Infecções: Otites e infecções virais podem afetar a audição e gerar o sintoma.
  • Disfunção da ATM (articulação temporomandibular): Problemas na mandíbula também podem refletir no ouvido e causar zumbido.
  • Uso de medicamentos ototóxicos: Alguns remédios, como certos antibióticos e diuréticos, podem danificar as estruturas do ouvido.
  • Condições de saúde: Doenças como hipertensão, diabetes, e alterações vasculares podem comprometer a irrigação do ouvido interno.
  • Estresse e ansiedade: Fatores emocionais são gatilhos importantes e podem agravar os sintomas em muitos pacientes.
  • Presbiacusia (envelhecimento auditivo): Com o tempo, é natural perder parte da audição, e o zumbido pode acompanhar esse processo.
  • Lesões e tumores: Em casos raros, o zumbido pode estar associado a tumores no nervo auditivo ou lesões na cabeça e pescoço.

Quando procurar ajuda?

Se você convive com zumbido, não ignore. Ele pode ser um sinal de algo mais sério e, mesmo nos casos leves, merece atenção. O acompanhamento com um(a) fonoaudiólogo(a) é essencial para investigar a causa e indicar o tratamento mais adequado, que pode incluir aparelhos auditivos, terapia sonora e orientações comportamentais.

A fonoaudióloga Tati Geraldo é especializada no cuidado auditivo e pode ajudar você a entender e tratar o zumbido de forma individualizada e acolhedora. Se esse sintoma faz parte da sua rotina, agende uma avaliação e dê o primeiro passo para ouvir com mais qualidade e viver com mais tranquilidade.